sábado, 2 de junho de 2012

[POEMA] Quimera

Quisera eu nunca ouvir criança chorar
Que elas não tenham motivo ou vontade
Afora as lágrimas de felicidade,
Vê-las sorrir o sol até o sol acabar.
Quisera eu.



Sonhos e esperanças trancou num malão
Atirou-o ao mar do mais alto monte
Vergadas as costas, suada a fronte,
Passado matou, lançando à escuridão.




Num mar de desilusão, dor e vagar
No abismo das esperanças feridas
Ouvi-a chorar, desejei que parasse.
P'ra evitar que ali eu também desabasse
Nas más lembranças da infância perdida.
Quisera eu ter só um ombro p'ra chorar.

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