sábado, 2 de junho de 2012

[POEMA] Estranhos na noite

Vagando a noite sem lua,
Encontrei-o.
Tão triste, cabisbaixo,
Aproximei-me.


Toquei os cabelos finos,
A face acariciei,
Tentei conversar,
Nada além pensei.
Seus belos olhos de mar,
Claros, estranhos demais,
Causaram terror e tanto.


Enfeitiçada,
Convidada a sonhar,
Por olhos ou lábios, não sei,
Perguntei o que havia de errado,
E se poderia ajudar.


Mas ao mover a boca,
Caninos ao meu encontro
Pescoço cravado, fui ao chão.
E, com as mãos no rosto,
Ele sumiu na escuridão.


Estranho me levou à dor,
Levou meu sangue e coração.
Comigo, levo a vida,
Aqui, deixo o perdão.
E quando encontrá-lo, estranho na noite,
Não quero teu sangue ou carne,

Mas ser teu pensamento e ação.


Ainda vago pela noite
No desconhecido, à procura.
Onde foi que errei o caminho?


*2000
Este era o favorito da minha professora de História, Geral. Ela gostava dos amores sobrenaturais =D


Comentários anteriores:

Laerte disse...
Olá This, ótimos versos estes hein? Até para o sobrenatural tu tem habilidade hein? Isso que é uma escritora completa! Abraços querida!
www.laerte-lopes.blogspot.com

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