Na última vez em que vi o sol dormir
Foi o sono mais lindo.
A última chuva, uma tempestade na alma, levou todo o mal pela ribanceira.
O cheiro da terra molhada embriagava
Tal qual a brisa fria do lago que adormecia, ao cair da tarde,
E o canto do sabiá, na última orquestra do adormecer do dia.
A última vez em que vi os olhos que amava,
O sol já não importava
E o som da chuva nem causou reação.
A terra secou e eu já não sentia a brisa do lago.
O sabiá deve ter ido cantar para outro alguém
Que talvez, como eu ali,
Adormeceria para sempre.
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