Que, de tão belos e distantes,
Parecem não querer ver.
Quem dera consolar teus lábios
Secar as lágrimas que os umedecem
Envolvendo-os com os meus.
Quisera eu ter algo que despertasse
Tua atenção à minha presença
Ao teu lado, sou grão
Na imensidão do lugar nenhum
Aonde teus olhos se dirigem e se perdem.
Pudera eu abraçá-lo,
Adormecê-lo em meus braços
Afagar-lhe os cabelos
Sentindo ali
Que poderia o mundo ruir
Nada me afastaria dos olhos claros.
Que pena
O sol ter de despertar,
Romper-me as pálpebras a raio,
Compelir-me a acordar
E, tristemente, enterrar o sonho
Que, no último adormecer,
O mesmo sol descortinou.
De 29/12/10
Comentários anteriores
- QUe versos lindos Thisinha! Sei que nem sempre é possível, mas tento
entender especificadamente sobre o que você está querendo dizer, mas não
se pode. Mas te digo que está excelente minha amiga! Um grande abraço!
Laerte Lopes - Blog Medo
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