Por que brilha insistentemente colorida?
A provar que é, do topo, a mais bela,
A explicar que ainda há esperança,
Ou que ainda não é hora de expirar?
Esse brilho morno, estrela,
Aquece meus olhos e vai aonde não posso chegar
Da rósea cor de estrela ao verde frio do amanhecer
Adormecendo-me a consciência
Forçando-me a anoitecer.
Como pode assim brilhar, estrela,
Sobre a minha casa e Marte,
O juiz e o julgado,
E sobre todos os mares?
Sobre o árbitro e o ambulante,
O indigente e o presidente,
O herói e o intratante?
Só quero saber, estrela,
Se está fazendo gênero
Ou eu não percebi teu brilho sobrehumano,
Igualitário e soberano,
Firme e forte e cheio de vida
Que hoje vai, amanhã volta
E fica.
Que revele um outro dia, estrela,
Quem sabe, em outro lugar.
Depois da próxima curva,De onde melhor eu te possa ver brilhar.
E descobrir, enfim,
Por que brilha ainda colorida:
A mostrar-se, do horizonte, a mais vívida,
A explicar que tudo tem volta,
Ou que tem prazo para expirar?
Comentários Anteriores...
Niii disse...
Amo estrelas, poesia..
vc é a autora!?
bjs
Ni 27 de janeiro de 2011 11:16
Laerte disse...
Muito bom Thisinha seu poema! Parabéns querida! Belas palavras para descrever a relação estrela/homem. As vezes tiro tempo para observá-las, ler este poema me fez lembrar das noites que passei em um interior! Parabéns!
Laerte Lopes
www.laerte-lopes.blogspot.com 27 de janeiro de 2011 14:13
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