Então, que se cumpra a Tua vontade,
Porque somos dedos no Teu corpo.
A vida é o segundo e o agora já é tarde.
O eclipse ofusca a lua.
Um ataque eclipsa a vida.
O galo canta a sua hora
Mesmo criado para cantar o sol
Quero sobrevoar campo e mar
No balão azul, o vento e as flores do campo
Lembrar que temos vida nos problemas.
Sentir que viver é isso
Ver o tempo passar
Sorrir e chorar
Ver e sentir
Sem perder os detalhes
No uso e abuso das palavras,
Busco sentido para o que há em mim
Quebro cabeça e galho, nesse jogo de velhas
Títeres, fantoches, armas de guerra.
No mundo sem nexo, eira ou porteira
Onde criança mata criança com a arma que achou em casa,
E correnteza leva quem não quis sair naquele dia,
E maremoto engole uma terra inteira...
Mas que se cumpra Tua vontade,
Não dos meros dedos, simplórios
(Nem sempre inocentes)
Que habitam o corpo de Deus.
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